Quinta, Setembro 09, 2010
   
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De onde surgiu o mercado?

Escola de Forex - Aulas

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Pode-se dizer que FOREX é o mercado financeiro dos mais antigo do mundo, evidentemente que não da maneira como é hoje, mas ele é inaugurado juntamente com o comércio internacional, uma vez que os países precisavam de um meio para que com sua moeda comprassem produtos de outras terras.

O Padrão-Ouro é o precursor do Forex como o conhecemos. Não se sabe ao certo como começou, nem exatamente quando terminou, mas é a partir dele que conseguimos entender o principio básico das trocas cambiais. 

Tendo em vista que nem todo leiteiro quer pão, e nem todo padeiro quer leite, o escambo teve seu fim, dando lugar ao então Padrão-Ouro. Padrão este que elegeu um metal como sendo a base de troca mundial, ou pivô de negociação. O Ouro era o metal ideal, por além de suas propriedades materiais, ser escasso e reluzir!

O funcionamento do padrão era bastante simples, os países diziam quanto ouro valia sua unidade monetária, ou seja, determinava a relação ou taxa de troca de sua moeda por ouro. Assim todos países tinham um referêncial para negociação e especulação de preço, o peso do ouro.

O papel-moeda, ou moeda cunhada neste período tinham portanto valor escritural, ou seja, eram títulos ao portador de uma quantidade pré-determinada de ouro reservada a este no banco emitente da cédula.

No pós-guerra, de 1919 a 1923 as pressões inflacionárias em quase todos os países levaram à escassez dos estoques de ouro. Em 1933, após a grande crise de 29, os Estados Unidos, com o pretexto de ajudar a terminar com a depressão, sancionam a lei de Cessão do Ouro, obrigando todo cidadão americano a entregar suas reservas de ouro ao Federal Reserve, sob ameaça de 10 anos de prisão para quem não o fizesse.

Com um volume imenso de ouro em posse do governo, os Estados Unidos fixam o valor do Dólar em relação à Onça de Ouro. Com a garantia de liquidez, o Dólar torna-se moeda corrente para as transações internacionais e sua demanda é imensa. A partir de então os países começam a fazer reservas da moeda americana, fato que mais tarde o tornará o eixo das transações cambiais ao redor do mundo, com o acordo de Bretton Woods.

Durante a Segunda Guerra Mundial foi preparado um novo sistema internacional estável que devia assegurar desenvolvimento equilibrado das trocas internacionais e fomentar o crescimento das economias nacionais. A este novo padrão foi dado o nome de Bretton Woods, que também é conhecido por Padrão-Dólar. 

Em julho de 1944, representantes da Aliança das Nações Unidas, que reunia os países em guerra contra o eixo fascista (inclusive o Brasil), reuniram-se na pequena localidade de Bretton Woods, no Nordeste dos Estados Unidos, para empreender uma das mais audaciosas iniciativas em engenharia social tentadas até então – ou mesmo, na verdade, desde então.

A conferência teve lugar à sombra de um gigante do pensamento econômico do século XX: John Maynard Keynes. Os debates preparatórios giraram em torno de duas propostas: a britânica, preparada por Keynes, e a dos Estados Unidos, que levou o nome do seu autor, Harry Dexter White. Ambas eram animadas por um mesmo temor, de que o fim da guerra trouxesse de volta a grande depressão dos anos 1930.

As diferenças das duas propostas eram em parte explicadas por diferentes formas de entendimento de como opera uma economia de mercado, mas também refletiam, naturalmente, os interesses divergentes dos países que cada um representava. Como não poderia deixar de ser, a proposta vencedora na conferência foi a Americana, praticamente nada restando do Plano Keynes nas instituições criadas em Bretton Woods.

No sistema Padrão-Dólar as taxas de trocas de moedas eram regidas por acordos e contratos, e quem orquestrava tudo era o FMI, orgão criado então especificamente para esta função. As normas eram estípuladas pelo GATT (General Agreements over Taxes and Trading - Acordos Gerais sobre Taxas e Câmbio), uma tabela de precificação de moedas dos mais diversos países.

O Padrão-Dólar funcionava de tal forma que apenas o Dólar Americano tinha seu valor pré-fixado em ouro, enquanto as outras moedas variavam face à ele, conforme determinação de seus governos, mantendo-se dentro da faixa de variação permitida pelo GATT.

Bretton Woods vigorou com altos e baixos, alternando-se com o Padrão-Ouro por diversas vezes por países que voltavam a insisitr neste. Em 1973 não havia mais consenso para propor um modelo cambial adequado. Tudo que se fazia era adotar acordos parciais e paliativos para ficar “remendando” o sistema de Bretton Woods a todo tempo. De fato este sistema não funcionava, estípular o valor das moedas através de acordos políticos era além de pouco prático, muito sujo, o que no final da Guerra-Fria culminou no FOREX moderno com o advento da internet.

  Em meados de 1973 verifica-se então uma nova onda de especulações contra o dólar dos Estados Unidos, forçando não apenas sua desvalorização, mas também a desvinculação direta com o Ouro, dando força ao lastro cambial por DEG’s.

No final de 1975, em Rambouillet, cidade Francesa, representantes das principais nações industrializadas concordaram em modificar os artigos constitutivos do FMI para comportar a existência do regime de taxas de câmbio flutuantes.

No novo mercado, as moedas passam a ser lastreadas por títulos, contratos, entre outros, embora não seja isso que determine o preço. Conforme Peter Joseph no seu famoso documentário “Zeitgeist Addendun”, deixamos de ter uma moeda escritural ou “título ao portador de uma quantidade de ouro guardada em um banco”, para detentores de uma promessa, ou Nota Promissória.

Contudo, o preço da moeda não está atrelado ao valor dos títulos, ou de qualquer uma destas macrovariáveis, sequer aos DEG’s. Os preços são determinados a Open Market (mercado aberto), na batalha de forças compradoras e vendedoras influenciadas por acontecimentos e interesses globais.

  No modelo de câmbio flexível, os bancos centrais permitem que a taxa cambial se ajuste, de modo a igualar a oferta e a procura de moeda estrangeira. As moedas tornam-se então uma mercadoria, cada qual com o seu valor determinado através de mercado.

  Com isso as moedas são comercializadas em um pregão ininterrupto, através de agências bancárias e instituições financeiras (conceito inaugurado no final de Bretton Woods), que utilizam de uma rede mundial informatizada onde dá-se poder de ofertar e demandar pelas moedas dos países a quem esteja interessado: Os bancos centrais, diretamente; Grandes empresas, diretamente; e Pequenos Investidores, indiretamente através de corretoras. São as forças compradoras e vendedoras destes três grupos que dimensionam o valor da moeda de cada país.

 

TEXTO RETIRADO DO ARTIGO "A EVOLUÇÃO DOS MECANISMOS DE CÂMBIO INTERNACIONAL", ESCRITO POR RODRIGO GONÇALVES, ROBSON CARLI E LUIZ FERNANDO MANTOVANI. 

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Comentários
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wellington fernando santos   |Registered |2009-10-13 17:08:18
Bom artigo, gostei muito intessante, obrigado.
ERICO ALESSANDRO KAMIMURA  - Parabéns...   |Registered |2009-07-27 12:30:08
avatar Parabéns pelo artigo, bastante enriquecedor ao con textualizar o mercado que con
hecemos.

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